Em
uma pacata cidade ao sul dos Estados Unidos, pássaros cantavam alegremente,
anunciando a chegada de um novo dia. Connor tomava seu café, preparando-se para
mais uma monótona manhã. Apanhou seu material e sua bicicleta, partindo em
disparada rumo à escola. Enquanto retornava para casa, o som tranquilo do vento
e de pássaros foi interrompido por gritos desesperados. Olhando para trás, o
rapaz observou homens e mulheres correndo em sua direção. Espantado, acelerou
as pedaladas, porém um tornado havia surgido, carregando e destruindo carros e
casas.
Diante desta terrível cena, tentou
cortar caminho, mas foi cercado pelo tornado. Recuou, entrando em uma rua
totalmente destruída. Havia carros jogados ao chão, o que tornava impossível transitar
com seu meio de transporte. Jogou-a ao chão, esgueirando-se entre os carros e
metais retorcidos.
Na tentativa de entrar numa estreita
passagem, ouviu um fraco grito, no interior de um galpão destruído pela força
da natureza. A vidraça do que parecia ser uma antiga fábrica estava quebrada,
com estilhaços ao chão, o que facilitou sua entrada. Olhando à sua volta,
percebeu que os andares superiores estavam totalmente destruídos, e as poucas
barras de ferro que continuavam penduradas às paredes rangiam muito. O grito
agora veio de cima. Apertou seus olhos para enxergar uma pessoa que estava
presa entre as barras de aço. Para sua decepção, a escada estava partida, sendo necessário escalar alguns
caixotes e armários caídos ao chão. No andar de cima, Connor correu na direção
da velha senhora, usando toda sua força para libertá-la.
Ajudando-a a descer, notou que o
tornado havia desaparecido. Pessoas surgiam cada vez mais, socorrendo outras
que estavam sob os escombros. Um maravilhoso quadro de compaixão pintou no
local. Connor reencontrou seus pais; um sentimento de alívio e satisfação lhe
atingiu. A senhora chorava de alegria. A partir deste dia, o jovem permaneceria
com uma cicatriz no coração, unida ao nobre sentimento de ter salvado uma vida.
- Por: Marcos Ângelo Alves Filho
Parabéns, muito bom o texto. Gostei da riqueza de detalhes, faz com que o leitor imagine e "reconstitua" melhor a história. Abraço primo, Tiago.
ResponderExcluirObrigado Tiago. Abraços! :D
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