quinta-feira, 9 de maio de 2013

O TORNADO


           Em uma pacata cidade ao sul dos Estados Unidos, pássaros cantavam alegremente, anunciando a chegada de um novo dia. Connor tomava seu café, preparando-se para mais uma monótona manhã. Apanhou seu material e sua bicicleta, partindo em disparada rumo à escola. Enquanto retornava para casa, o som tranquilo do vento e de pássaros foi interrompido por gritos desesperados. Olhando para trás, o rapaz observou homens e mulheres correndo em sua direção. Espantado, acelerou as pedaladas, porém um tornado havia surgido, carregando e destruindo carros e casas.
            Diante desta terrível cena, tentou cortar caminho, mas foi cercado pelo tornado. Recuou, entrando em uma rua totalmente destruída. Havia carros jogados ao chão, o que tornava impossível transitar com seu meio de transporte. Jogou-a ao chão, esgueirando-se entre os carros e metais retorcidos.
            Na tentativa de entrar numa estreita passagem, ouviu um fraco grito, no interior de um galpão destruído pela força da natureza. A vidraça do que parecia ser uma antiga fábrica estava quebrada, com estilhaços ao chão, o que facilitou sua entrada. Olhando à sua volta, percebeu que os andares superiores estavam totalmente destruídos, e as poucas barras de ferro que continuavam penduradas às paredes rangiam muito. O grito agora veio de cima. Apertou seus olhos para enxergar uma pessoa que estava presa entre as barras de aço. Para sua decepção, a escada estava  partida, sendo necessário escalar alguns caixotes e armários caídos ao chão. No andar de cima, Connor correu na direção da velha senhora, usando toda sua força para libertá-la.
            Ajudando-a a descer, notou que o tornado havia desaparecido. Pessoas surgiam cada vez mais, socorrendo outras que estavam sob os escombros. Um maravilhoso quadro de compaixão pintou no local. Connor reencontrou seus pais; um sentimento de alívio e satisfação lhe atingiu. A senhora chorava de alegria. A partir deste dia, o jovem permaneceria com uma cicatriz no coração, unida ao nobre sentimento de ter salvado uma vida.
  • Por: Marcos Ângelo Alves Filho

2 comentários:

  1. Parabéns, muito bom o texto. Gostei da riqueza de detalhes, faz com que o leitor imagine e "reconstitua" melhor a história. Abraço primo, Tiago.

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