terça-feira, 18 de junho de 2013

CAMPOS DO JORDÃO

Acordamos logo pela manhã. Embora sonolentos, estávamos demasiado excitados para a nossa primeira visita à Campos do Jordão. Meus pais, com uma contagiante animação, colocavam as malas no carro, enquanto eu e minha irmã tomávamos um reforçado café da manhã. Pouco tempo depois, já havíamos entrado na estrada. O sol já dava as caras, mas o frio matinal persistia em me incomodar. Observando carros e árvores através da janela, me aconcheguei no assento, caindo no sono imediatamente.
Despertei na entrada da cidade e, olhando a minha volta, fiquei absolutamente fascinado: casas, hotéis, restaurantes e cafeterias construídas ao estilo europeu se enchiam com o som de clientes satisfeitos que, perfeitamente agasalhados, bebericavam seus cappuccinos e o famoso chocolate quente de Campos do Jordão. Abri a pequena janela do carro, na tentativa de sentir uma suave e agradável brisa em meu rosto, porém fui forçado a fechá-la pelo frio congelante que fazia lá fora. Estacionamos o carro logo adiante, mesmo que fosse por pouco tempo, afinal aquele ainda não era o local desejado. Descemos do carro lentamente, aproveitando a maravilhosa sensação de esticar as pernas após horas no interior do automóvel. Os momentos que vieram em seguida foram de pura alegria e satisfação: desfrutamos de deliciosos chocolates quentes, tiramos muitas fotos, vimos tudo o que pudemos e logo estávamos novamente no carro, todos com saquinhos de chocolate em mãos.
Eu já não me aguentava de curiosidade de saber qual seria o próximo lugar para visitarmos; já que meu pai, querendo fazer uma grande surpresa, não nos havia contado. Foi quando eu o vi: o famoso Horto Florestal. Todos a ponto de explodirmos de ansiedade, saltamos apressadamente do carro. O vento congelante me fez estremecer por completo, mas nada poderia me aborrecer naquele momento. Árvores de todas as espécies nos cercavam, folhas oscilavam presas em seus galhos, enquanto outras caíam delicadamente sobre as pessoas que por ali passeavam. Um grande lago completava a paisagem, dando-nos uma sensação de indescritível serenidade.

As horas que ali passamos foram alucinantes, mas infelizmente tudo tem um fim. Após horas aproveitando o incrível contato com a natureza, estava na hora de partirmos. Diferentemente de nossa chegada, entramos no carro totalmente desanimados. A noite caía, enquanto rumávamos à São José dos Campos. Mergulhamos no silêncio da noite, todos pensando o mesmo: nas risadas e alegrias deste maravilhoso dia; momentos que agora seriam nada mais do que uma mera lembrança em nossos pensamentos.


  • Por: Marcos Ângelo Alves Filho

Nenhum comentário:

Postar um comentário