Imagine por alguns segundos, poder dialogar com um
“orelhão”, desses comumente instalados nas ruas e, frequentemente, utilizado
por determinada população.
Quanta história teria esse “orelhão” para contar
pois durante toda a sua existência serviu praticamente como um discreto
ouvinte. Silenciosamente ouvindo os mais diferentes diálogos, muitos deles com
ricas informações, poderiam certamente ser de grande utilidade para a nossa
vida, auxiliando-nos no direcionamento de nossas atitudes/ações e norteando as
nossas lutas na conquista de nossa tão sonhada felicidade pessoal e
profissional.
Mas o que é a completa felicidade?
Para algumas pessoas ser feliz é ter muito dinheiro
e posses, mas para outros é ter pelo menos um prato de comida na mesa. Ser
feliz para outras é poder correr pelos campos e exercitar os seus membros
perfeitos, mas para outras pessoas não é o caminhar ou correr, mas sim poder
ficar de bruços em seu leito de dor por apenas um minuto, como foi o caso de
Jerônimo de Mendonça (Livro: “O Gigante deitado”) que durante algumas décadas
sofreu de completa paralisia tendo que permanecer em decúbito dorsal.
Mas voltemos ao nosso entrevistado e suas histórias
cujos teores variam desde os mais tristes até aqueles com uma boa pitada de
mistério.
O nosso “orelhão”, com as suas experiências,
faz-nos viajar e nos imaginar em seu lugar. Como seria estar ali, completamente
imóvel, suportando as chuvas, o sol, o frio e os atos de vandalismo que alguns
seres humanos praticam contra a sua integridade “física”. Perceberemos que
mesmo em uma função aparentemente sem muita utilidade (para algumas pessoas),
este “amigo” dá sua parcela de contribuição para o nosso bem estar.
Infelizmente há pessoas que se esquecem de que um grande e caríssimo relógio
possui em seu complexo mecanismo minúsculas engrenagens que exercem uma
atividade humilde, mas vital para o seu perfeito funcionamento.
Mas deixemos que este nosso ilustre entrevistado
nos conte as suas histórias e fale por si. E quem sabe, se nos deixarmos levar
com o coração aberto, aprenderemos um pouco mais sobre nós, seres humanos tão
gentilmente catalogados pela ciência como:
“ANIMAIS RACIONAIS”*
(*PS: Confesso que às vezes, tenho lá
minhas dúvidas diante desta afirmação...).
·
Por: Marcos Ângelo Alves
·
Revisão ortográfica: Prof.ª Claudete Amaral
de Melo
Nenhum comentário:
Postar um comentário