terça-feira, 7 de maio de 2013

MEMÓRIAS DE UM ORELHÃO - Introdução

Imagine por alguns segundos, poder dialogar com um “orelhão”, desses comumente instalados nas ruas e, frequentemente, utilizado por determinada população.
Quanta história teria esse “orelhão” para contar pois durante toda a sua existência serviu praticamente como um discreto ouvinte. Silenciosamente ouvindo os mais diferentes diálogos, muitos deles com ricas informações, poderiam certamente ser de grande utilidade para a nossa vida, auxiliando-nos no direcionamento de nossas atitudes/ações e norteando as nossas lutas na conquista de nossa tão sonhada felicidade pessoal e profissional.
Mas o que é a completa felicidade?
Para algumas pessoas ser feliz é ter muito dinheiro e posses, mas para outros é ter pelo menos um prato de comida na mesa. Ser feliz para outras é poder correr pelos campos e exercitar os seus membros perfeitos, mas para outras pessoas não é o caminhar ou correr, mas sim poder ficar de bruços em seu leito de dor por apenas um minuto, como foi o caso de Jerônimo de Mendonça (Livro: “O Gigante deitado”) que durante algumas décadas sofreu de completa paralisia tendo que permanecer em decúbito dorsal.
Mas voltemos ao nosso entrevistado e suas histórias  cujos teores variam desde os mais tristes até aqueles com uma boa pitada de mistério.
O nosso “orelhão”, com as suas experiências, faz-nos viajar e nos imaginar em seu lugar. Como seria estar ali, completamente imóvel, suportando as chuvas, o sol, o frio e os atos de vandalismo que alguns seres humanos praticam contra a sua integridade “física”. Perceberemos que mesmo em uma função aparentemente sem muita utilidade (para algumas pessoas), este “amigo” dá sua parcela de contribuição para o nosso bem estar. Infelizmente há pessoas que se esquecem de que um grande e caríssimo relógio possui em seu complexo mecanismo minúsculas engrenagens que exercem uma atividade humilde, mas vital para o seu perfeito funcionamento.
Mas deixemos que este nosso ilustre entrevistado nos conte as suas histórias e fale por si. E quem sabe, se nos deixarmos levar com o coração aberto, aprenderemos um pouco mais sobre nós, seres humanos tão gentilmente catalogados pela ciência como:
“ANIMAIS RACIONAIS”*
(*PS: Confesso que às vezes, tenho lá minhas dúvidas diante desta afirmação...).

·                 Por: Marcos Ângelo Alves
·                 Revisão ortográfica: Prof.ª  Claudete Amaral de Melo



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